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ARTIGOS SOBRE PSICANÁLISE

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ARTIGOS SOBRE PSICANÁLISE

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ARTIGO DE PSICANÁLISE
Esta abordagem é de extrema relevância porque estamos vivendo tempos de dificuldade de desenvolver a empatia com os demais e a sociedade como um todo enfrenta, sozinha, a dificuldade de passar pelo processo de acolher e elaborar as dores geradas pelo luto.

Índice de Conteúdos
Entendendo sobre o luto não reconhecido
A morte no processo de luto
O luto não reconhecido e a morte
A relação com a morte e o luto não reconhecido
O Luto: sinais psíquicos e suas fases
Sintomas físicos e o luto não reconhecido
O processo de luto
Conceito de Luto Não Reconhecido
A dor do luto
Irrelevantes, insignificantes ou ilegítimas
Um trauma
A escuta como processo de cura e o luto não reconhecido
A reparação da perda
Dor emocional
A reparação
Conclusão
Referências bibliográficas
Entendendo sobre o luto não reconhecido
Na primeira parte do trabalho, será abordada a temática da morte, suas implicações, desenrolar histórico e o papel que ocupa nas vidas das pessoas até a atualidade. Na segunda parte, focaremos em detalhar o luto, o conceito de luto não reconhecido e os sintomas que ajudam a identificar essa dor dos enlutados.

Finalmente, na terceira e última parte, são expostos os benefícios da escuta no processo de luto, especialmente no luto complicado. Para atingir esses objetivos, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, com materiais de sites relacionados a luto e artigos científicos encontrados no site DominioPublico.com.br

A morte no processo de luto
Toda sociedade tem assuntos ou temas sensíveis, que causam desconforto ou até mesmo indisposição entre os que os abordam. Esses temas, chamados de tabus, são determinados pelas sociedades, através de padrões morais e convenções sociais impostas. Eles podem mudar de acordo com cada sociedade, uma vez que são determinantes culturais. Para grande parte das sociedades ocidentais, esses assuntos interditos incluem dinheiro, sexo e, naturalmente, a drogas.

Já evoluímos bastante no combate aos tabus, trazendo assuntos para debates, abordagens nas escolas com crianças e tratativas em novelas e programas de televisão. Mas um dos temas mais evitados ainda é a morte. Sempre que alguém tenta tocar nesse assunto, alguém, quase que imediatamente, desconversa, faz o sinal da cruz ou reclama que falar sobre isso traz “maus agouros”. Mas falar sobre a morte é falar sobre a vida, e por isso, ela tem um impacto tão profundo sobre nós todos. Ela nos convoca a refletir sobre nossa vida, o que fazemos com ela e sua finitude.


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O medo da morte é inerente ao ser humano. Se manifesta na infância, quando experimentamos as primeiras perdas. O que a torna tão difícil de compreender é a impossibilidade de revertê-la, impossibilidade de ter de volta aqueles que já se foram, e isso nos coloca frente a frente com nossa própria mortalidade. A morte suscita o medo do desconhecido, o medo da solidão e do rompimento de laços afetivos. E é esse medo que tem movido as civilizações a se organizar e se construir para garantir sua perenidade.

O luto não reconhecido e a morte
Vale observar que o ser humano é o único ser vivo que tem consciência da sua morte e essa consciência que gera o conflito entre vida e morte, provoca transformações no jeito de agir e suas perspectivas. Entretanto, apesar da morte ser a única certeza da vida, não somos educados ou preparados para conviver com ela. Vários estudiosos têm tentado entender os vários aspectos da morte durante os tempos.

Historicamente, a morte vem sendo tratada de formas diferentes nas sociedades, sempre em função dos papéis ocupados pelas pessoas e pelas convenções estabelecidas à época. Na antiguidade, a morte acontecia dentro dos lares. Ela era uma presença constante e os familiares participavam do adoecimento, morte, preparação do corpo e sepultamento, desempenhando papéis importantes em relação à despedida do falecido. A morte intrigava, mas era parte da vida social das pessoas.

Quando chegamos à Idade Média, houve uma disseminação muito expressiva de doenças infecciosas, o que aumentava o número de óbitos das pessoas. Também havia uma mortalidade infantil muito alta, em função da má alimentação e das cargas excessivas de trabalho junto aos adultos. Isso tornava a morte uma companheira das pessoas e, por isso, não havia grandes alardes ou comoção quando alguém morria. Já, a partir do meio do século XIX, com o advento de novos conhecimentos e procedimentos, os doentes passam a ser tratados em hospitais e clínicas, e as mortes deixam de acontecer às vistas da família.

A relação com a morte e o luto não reconhecido
Isso transformou profundamente a relação das pessoas com a morte. Houve um distanciamento entre o falecido e a família, o que amplifica dores e a sensação de impotência frente ao óbito. Até os procedimentos funerários passaram a ser realizados por equipes preparadas e isso limitou a relação das pessoas com a morte ao mínimo exigido socialmente. Ariès (2003) cita que esse distanciamento do processo da morte também tem influência na relação com os enlutados.

Há uma dificuldade em abordar o tema da perda do ente querido, uma dificuldade em lidar com as emoções do enlutado e isso leva as pessoas a evitarem esse assunto para não causarem dor ou constrangimento. Com essa falta de apoio, o enlutado, que não consegue lidar bem com a dor, passa a direcionar sua energia para o trabalho e atividades de modo a não ter que se haver com o incômodo que a perda causa.

O Luto: sinais psíquicos e suas fases
À dor causada pela perda por morte, damos nome de Luto. O luto é um conjunto de sentimentos e estados emocionais que tem início pela possibilidade de perda de vínculo de algo que se ama e se estende posteriormente à perda. É o processo emocional de lidar com a angústia e o vazio que alguma perda significativa causa. É um processo individual e por isso é muito importante entender o significado de cada relação para cada indivíduo. Mas, apesar de ser um processo individual, há um forte efeito nas relações sociais e coletivas, pois impacta a relação do homem consigo mesmo e com os outros.

O processo do enlutamento se inicia com a possibilidade (expectativa) da perda e só termina quando o indivíduo se recompõe emocionalmente e consegue voltar às atividades do mundo exterior, de forma saudável. Quanto maior o apego ao objeto perdido, maior tende a ser a dor do luto vivenciada.

Esse processo pode apresentar sintomas emocionais e físicos e precisa ser tratado de forma individualizada. A dor pode se apresentar como choro, tristeza, silêncio, raiva, dores no corpo, insônia ou falta de apetite, por exemplo. Em consulta à internet, são sete os sintomas mais comuns associados ao Luto:

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Tristeza: sintoma mais comum, manifestado através de saudade, sensação de solidão e vazio e choro constantes.
Estresse: causado por compromissos relacionados à perda, como burocracias com papeladas, advogados, inventário.
Choque: dificuldade em aceitar os acontecimentos e descrença sobre a veracidade dos fatos.
Ansiedade: pode ser causada por medo ou dificuldade em saber como se restabelecer após a perda, relacionada a questões financeiras ou até mesmo identificar possíveis doenças em si mesmo
Culpa: é muito comum pessoas que pensam que poderiam ter feito coisas diferentes que evitariam a perda ou até mesmo o sentimento de alívio pela morte de alguém que demandava muitos cuidados
Raiva: aparece quando há um ressentimento ou a culpabilização de algum fator externo, como a polícia que não zela pela segurança, políticos, Deus ou até o próprio falecido, que poderiam ter evitado o óbito.
Medo: sentimento de desamparo frente ao que será vivido com a ausência da pessoa.
Sintomas físicos e o luto não reconhecido
Com relação a sintomas físicos, os mais frequentemente identificados são palpitação, insônia, náuseas, dificuldade para alimentar-se, fadiga, imunidade baixa, doenças como alergias e gripes, infecções, dores e perda de energia e capacidade de concentração. Vale ressaltar que não existe uma regra para o aparecimento dos sintomas. Essas respostas emocionais dependem da capacidade do indivíduo de lidar com seu luto e seu momento de fragilidade.

Não existe um “mínimo esperado” e cada reação pode ser considerada normal em função do indivíduo e do meio em que ele vive. Contudo, foram identificados estágios comuns aos indivíduos que passam pelo luto. Kovács (2008) cita um estudo realizado pela psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, com pacientes terminais e seus familiares. Ela os entrevistou e identificou similaridades nas fases da aceitação da morte iminente e da superação após o óbito. A médica relaciona cinco estágios, que são:

Negação e isolamento: momento em que a pessoa recebe a notícia e precisa compreendê-la e se acostumar com ela. É um momento em que o indivíduo precisa estar amparado emocionalmente, mas enfrenta de forma individualizada.
Raiva: quando surge o ressentimento ou a revolta. A dor é projetada para fatores externos e não se encontra uma justificativa plausível para os questionamentos realizados acerca da morte.
Barganha: é a tentativa de obter cura da doença ou prolongamento da vida do doente caso faça algo ou realize alguma coisa. Normalmente é o momento de voltar-se a Deus ou figura religiosa.
Depressão: é o momento que a tristeza e o vazio tomam conta do indivíduo. É nessa fase que a intervenção profissional pode ser necessária, pois o enlutado pode desenvolver problemas mais sérios como ansiedade, pânico ou a depressão se tornar mais severa. Se não for bem cuidado, o indivíduo pode não conseguir ir para o próximo estágio.
Aceitação: após externalizar os sentimentos conflituosos, o indivíduo é capaz de entender o que está acontecendo e de inserir essa perda em sua nova realidade de vida.
O processo de luto
Normalmente, o processo de luto dura entre 2 e 3 anos, e o primeiro ano é considerado o mais crítico. Nessa fase, o enlutado passa pelas primeiras celebrações de datas comemorativas e simbólicas sem seu ente querido, como aniversários, Natal ou Réveillon.

Quando a dor do luto perdura muito mais do que esse prazo, torna-se necessário e importante a atuação de algum profissional da saúde, pois a dor prejudica a pessoa a executar suas atividades básicas. É imprescindível entender que as fases não são engessadas, ou seja, o indivíduo pode transitar por elas ou até mesmo se recuperar do luto sem necessariamente passar por alguma delas. Cada um reage de uma forma e isso deve ser levado em conta.

Conceito de Luto Não Reconhecido
Por definição, luto é o processo emocional pelo qual alguém que sofreu uma perda significativa passa. É o viver com a angústia da ausência, até que se tenha capacidade de “incluir” essa ausência na normalidade da vida. Ele conceito está relacionado, primordialmente, a perdas através da morte, porém estudiosos do assunto não resumem o sentimento a essa perda. O luto é algo muito mais complexo e abrange também as demais perdas, como emprego, cônjuge, diagnóstico de doenças, animais de estimação entre outros.

O luto por perdas além da morte não tem um espaço para ser expresso e sentido em nossa sociedade. Uma prova disso é que a dor não relacionada à morte, é chamada pela literatura de perda e não luto. Porém a reação dos enlutados se manifesta de forma semelhante, em todos os tipos de perdas, seja por morte, por separação, por antecipação de um rompimento, como no caso de diagnóstico de doenças terminais. O luto se relaciona a um direcionamento de afeto a um objeto, por isso é impossível mensurá-lo ou quantificá-lo.

Mas sabe-se que quanto maior o afeto investido, maior tende a ser a dor causada pela perda. E cada um a sente de uma forma, não sendo assim um processo linear ou organizado. Saindo do prisma da morte, podemos dizer que o luto tem seu início frente a possibilidade de uma grande mudança, que demanda uma grande adaptação por parte do indivíduo, e sendo assim, um grande consumo emocional. Mas nem sempre a dor do luto tem origem em coisas ruins.

A dor do luto
Ao se casar, uma pessoa pode sentir a dor do luto da separação dos pais, ou ao ser promovido para um cargo em outra cidade, pode sentir o luto por deixar os amigos na cidade de origem. Casellato (2015) cita que o luto se inicia por uma mudança simbólica, que exige novas formas de organização dos indivíduos. Porém, essas perdas que não envolvem a morte, não são reconhecidas como dolorosas ou legítimas de luto, pelos indivíduos e pela sociedade. Chegamos, assim, ao conceito de lutos não reconhecidos.

Chamamos de luto não reconhecido o processo de luto oriundos de perdas não relacionadas à morte, mas que afetam os indivíduos e a maneira de seguirem com suas vidas após a perda. Casellato (2005) reforça, ainda, que esses tipos de luto não são legitimados ou validados, o que pode gerar danos emocionais nos enlutados e dificultar ainda mais o processo de cura dessa dor. Quando falam dessa dor, podem ser repreendidos ou ter seu sofrimento minimizado por amigos ou familiares, o que dificulta a verbalização e a tratativa desses sentimentos.

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Assim, os indivíduos ficam mais fragilizados e suscetíveis a sobrecarga emocional. O luto não reconhecido, normalmente, é identificado em perdas cuja dor não pode ser admitida ou socialmente suportada. Reconhecer implica em validar algo como verdadeiro e nem sempre, aquele que não reconhece a dor do outro o faz por maldade. Às vezes, essa pessoa não consegue lidar com as consequências de legitimar essa dor, seja por serem ambíguas ou porque existem normas sociais que inibem essa legitimação.

Irrelevantes, insignificantes ou ilegítimas
A sociedade pode estabelecer regras ou normas que negam direito ao luto às pessoas, cujas perdas podem ser consideradas irrelevantes, insignificantes ou ilegítimas. Vale ressaltar que essas regras podem ser explícitas ou implícitas, determinadas por uma sociedade toda ou por grupos aos quais o indivíduo pertença. A partir dessas normas, o indivíduo silencia sua dor ou deixa de expressá-la de forma completa.

Como exemplos desse luto não reconhecido, temos desaparecimento de familiares, morte de pacientes de profissionais de saúde, morte ou perdas de animais de estimação, mulheres que não conseguem engravidar, pais que têm filhos com síndromes ou doenças raras, pais que têm filhos religiosos e que não poderão dar netos, diagnósticos de doenças graves ou acometimento de doenças que afetem a autonomia do paciente, como AVC.

De forma mais comum ao dia a dia, temos separação de cônjuges, que deixam de ter com quem dividir as responsabilidades ou peso das decisões, mudanças de emprego, policiais ou bombeiros que ajudam em resgates de tragédias, voluntários que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade e que não tem condições de fazer mais pelas pessoas, imigrante que precisam abandonar seus países de origem e até mesmo a perda de um amante extraconjugal. Infelizmente, falhamos na validação do luto não reconhecido até em situações simples que envolvem crianças, o que já cria um ciclo de invalidação de sentimentos definidos como “banais”.

Um trauma
Um caso é a criança que perde seu brinquedo preferido em um parque e o pai ou mãe, fala para ele deixar de besteira porque não é nada demais. Ou quando os pais se mudam de cidade e a criança fica triste pela mudança de escola e a perda de seus amiguinhos mais queridos. Raramente acolhemos ou avaliamos essa dor, incentivando a criança a falar como se sente frente a isso. E quando adultos, somos ainda mais duros, pois já estamos mais inclinados a seguir normas sociais.

Um exemplo é um policial que passa por algum trauma em uma operação e ao comentar sobre sua dor, ouve das pessoas que ele não deveria se sentir assim porque “ele sabia que seria difícil”. Ou uma pessoa que não consegue trabalhar em sua área de formação e escuta que deve ficar feliz por ter um emprego, seja ele qual for. Não reconhecer essas dores, vai além da falta de empatia. É um comportamento destrutivo que julga, despreza e desaprova o sentimento do outro, desincentivando a vivência desse percurso como algo que pode fazer o indivíduo mais forte.

Quando temos uma dor não reconhecida, temos uma falha no caráter humano da sociedade. Fracassamos quando não oferecemos suporte aos enlutados, para que possam compreender e acolher sua dor como legítima. Isso só torna o indivíduo ainda mais solitário no meio de tantas outras pessoas, pois passa pelo sofrimento calado e sozinho, muitas vezes, sem nem mesmo validar sua própria dor. O luto não reconhecido é um acontecimento social que nos desafia a legitimar o sofrimento humano, independente de quem o sente e de como, quando e de que forma o manifesta.

A escuta como processo de cura e o luto não reconhecido
O luto, após todas as definições trazidas neste artigo, pode ser traduzido como a perda de uma perspectiva de vida, uma perda da construção da vida considerada ideal dentro das possibilidades. Esse processo de dor é natural e saudável, quando ele tem um começo, meio e fim. Não há regras como tempo de duração, sentimentos que aparecem ou comportamentos ditos normais.

É preciso individualizar esse caminho para que a pessoa seja acolhida em sua angústia e consiga reconstruir sua vida, comportando a ausência deixada, sem impedir essa pessoa de seguir em frente. Para isso é necessário “elaborar o luto”. Elaborar o luto pode ser traduzido em tornar-se capaz de lidar com a ausência e transformar a dor em algo de crescimento. Entender a perda, aceitá-la, acolher a dor que era gerou, e conseguir colocar essa ausência em um lugar de participação na vida nova a ser construída.

Porém, há pessoas que não conseguem percorrer esse caminho da superação. Ela se mantém presa, de certa forma, à dor que a perda causou, sem conseguir lidar com ela. Para esses casos, damos o nome de Luto Complicado e ele exige um acompanhamento profissional. O que o caracteriza é a incapacidade da pessoa se “desligar” da perda, associando o que acontece a ela com essa perda, ficando presa aos sentimentos de culpa, raiva ou medo.

A reparação da perda
Frequentemente, o luto complicado, acontece com pessoas que experienciam perdas repentinas, abruptas ou em tragédias. Quando o enlutado não tem um preparo prévio para aquela perda ou que a perda acontece quando não é esperada ou sobre a qual não existe nenhuma expectativa. Existem algumas características que podem ajudar a identificar um luto complicado e diferenciá-lo do luto normal.

São características do luto complicado, além do longo prazo de duração do luto, sensação de vazio na vida, saudade muito intensa, raiva ou negação sobre o que aconteceu, amargura e desencanto com a vida, evitar tocar em algo que lembre a perda ou uma obsessão em reviver coisas que tragam lembranças do objeto perdido. Para saber qual efeito o luto pode ter sobre um indivíduo, é necessário compreender sobre sua constituição e seu papel dentro de sua realidade.

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A relação com o objeto da perda, se há amparo familiar, idade do enlutado, histórico de perdas anteriores, natureza da perda, insumos para reparação da perda, contexto social e vulnerabilidades emocionais. Apesar de não poder ser quantificada, ou medida, a dor do luto precisa ser trabalhada, especialmente em casos de lutos complicados. O indivíduo deve poder se reconstruir e não ter essa dor atrapalhando o andamento de sua vida.

Dor emocional
Para casos graves, pode ser necessária medicação, mas mesmo nessas situações, é inegável o poder que existe em falar sobre o assunto e ser acolhido em suas demandas e sofrimento. Entender uma dor emocional deveria ser simples como entender uma dor física. Se estamos com dor de cabeça, identificamos sinais como olho inchado, rosto avermelhado, mão na testa ou nuca, enjoo, mas também temos sinais como dificuldade de concentração, incômodo com sons altos ou com cheiros fortes.

Mas principalmente, o indivíduo é capaz de reconhecer que tem dor e a sinaliza para seu interlocutor. Mas porque não temos a mesma capacidade de acolher quem tem dor emocional? Ela apresenta sintomas emocionais e físicos, tenta verbalizar, mas nossa dificuldade em lidar com a perda, nos impede de acolher a dor do outro. A perda não deixa de ser um fator de estresse para o organismo e ele vai se comportar de forma a minimizar os dados desse estresse.

Nesse momento se faz imprescindível a ajuda de um profissional para poder conduzir essa superação da dor. Alguém que esteja isento de carga emocional, que não tenha participado ou seja pessoalmente afetado por essa perda, que possa ouvir os sentimentos do outro sem julgá-lo ou questionar a validade deles. Esse profissional é capaz de ajudar a organizar os sentimentos e pensamentos, trazer clareza nas ideias, buscar identificar questões emocionais que impedem de ver alternativas e ajudar a pessoa a se readaptar à nova realidade. Para que isso aconteça, é essencial expressar e trazer à tona pensamentos e sentimentos, de forma livre e sem julgamentos.

A reparação
Dessa forma, o indivíduo pode encontrar caminhos e possibilidades para se reerguer. Moura (2006) cita um modelo proposto por Strobe & Schut, que alterna conversas orientadas para a perda e conversas orientadas para a reparação. Esse modelo é composto por sete passos:

Narrativa: direcionar a conversa para que o enlutado conte os fatos. É uma maneira de fazê-lo processar a perda.
Expressão: incentivar a expressão dos sentimentos ou emoções relacionadas à perda
Reparação: orientar a falar de possibilidades de reconstruir a relação que tinha com o objeto perdido
Informação: entender qual o nível de ciência que o enlutado tem de seu processo de luto e trazer informações novas para ele.
Memorialização: incentivar o resgate de memórias e criar homenagens simbólicas para o objeto.
Reconstrução: ajudar a reorganizar a construção de futuro e sua posição atual após a perda.
Autoanálise: dar espaço para que o enlutado se perceba dentro da realidade e possa lidar com a dor de forma mais real e individualizada.
Sob esse espectro, a escuta profissional que seja ativa e com empatia dá ferramentas para que o enlutado possa passar pelo processo da perda da forma mais adaptada a sua possibilidade e realidade. Não é objetivo da escuta fazer a dor passar, simplesmente, para liquidar com sintomas, mas sim, trilhar com o enlutado um caminho de reconstrução e enfrentamento.

Conclusão
A morte é uma sombra que paira sobre todas as pessoas da humanidade. E apesar de ser a única certeza da vida, ela ainda é encarada com temor e inseguranças. Essas inseguranças e medos é que fazem as pessoas encararem as próprias vidas como algo raro e único. E é justamente pela percepção da iminência da morte, que os seres humanos, buscam “combatê-la” ou adiá-la o máximo possível, para que possam se sentir confortados pela perenidade de sua vida.

É essa busca pela perenidade que moveu civilizações e povo, para a compreensão e aceitação da morte e dos sentimentos relativos a ela. Junto da morte vem o luto, um processo emocional de abrir espaço para novas realidades que se apresentam e encontrar lugar para uma ausência que se instala. Esse luto gera dores, angústias, ansiedade e também sintomas físicos, que buscam externalizar a dificuldade do indivíduo em lidar com a perda e suas consequências.

Ainda mais difícil é o processo daqueles que se enlutam com perdas que não são validadas ou legitimadas pela sociedade em que vivem, tornando o processo de superação da dor ainda mais solitário e complicado. Para os casos mais complicados, torna-se essencial o apoio de um profissional que possa amparar o enlutado em suas dores e conduzir, com isenção de sentimentos, o enlutado nesse percurso de processar a perda, acolher suas emoções e reconstruir a vida, que continua.

A escuta ativa

Nesse contexto, surge a necessidade da escuta ativa, imparcial e sem julgamentos, que permite ao enlutado digerir tudo que está acontecendo e reorganizar ideias e sentimentos de modo a encontrar seu novo lugar no mundo após essa perda tão significativa. Talvez esse tema da morte e do luto nunca tenha sido tão exposto e tratado por profissionais, especialmente em tempos de pandemia e de tanta violência.

Mas vale resgatar a humanidade desse profissional que passa a ter o papel de apoio para ajudar o indivíduo a se reerguer e se estabelecer. A escuta deve ser ativa, isenta, porém empática, dando subsídios para que as pessoas consigam atravessar os momentos de dores, ansiedade e medos, sabendo que não estão sozinhas.

Referências bibliográficas
 estudos sobre a morte e o morrer, 2008. Moura, Cristina M. Uma avaliação da vivência do luto conforme o modo da morte, 2006. https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/sintomas-doencas-tratamentos/luto/ Acesso em maio, 2022. https://blog.vetoreditora.com.br/o-luto-e-a-ressignificacao-de-perdas/ Acesso em abril, 2022. https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/luto/ Acesso em maio, 2022.

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A psicanálise, no âmbito da intervenção clínica, possui especificidades e se orienta pela ética do desejo. Nessa direção, três eixos serão constitutivos a esse percurso de trabalho. Em primeiro lugar, a concepção da constituição psíquica que se realiza em estruturas apoiadas num lastro: o inconsciente. Dessa forma, prioriza as diferentes experiências do sujeito, em torno de um momento específico, a infância, e não sem considerar que a relação ao Outro é o lugar de seu nascimento.
Em segundo lugar, distinto da convencional nosografia psiquiátrica, que se pauta na descrição e enquadramento de sintomas, a psicanálise compreende o processo diagnóstico na referência ao sujeito e ao campo da linguagem; compreende o sintoma no interior de uma economia do gozo e como produto do recalque (dinâmica inconsciente); toma cada sintoma em sua significação inteiramente diferenciada; faz uma discriminação rigorosa entre identidade do sintoma e a identidade dos traços estruturais. A inclusão do sujeito no processo de deciframento do sintoma resgata a dimensão da subjetividade do anonimato em vigência no discurso da ciência.
Em terceiro lugar, atribui grande importância às entrevistas preliminares na constituição das condições mínimas para que ocorra a experiência analítica; o sofrimento, a implicação e a fala endereçada a um outro, na transferência com o psicanalista. O diagnóstico em psicanálise se realiza no marco da transferência.
Por último, encontra um sentido no contrato terapêutico (tempo, dinheiro) e argumenta a posição de objeto do analista (o desejo do analista), que obedece a uma ética. Problematiza a noção de cura e final de análise.
Pensar a clínica psicanalítica significa, também, voltar a análise ao sofrimento contemporâneo, no sentido de pensar os efeitos do discurso social na formação dos sintomas que chegam à clínica e de oferecer uma contribuição à compreensão dos fenômenos na cultura e na atualidade
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ARTIGOS SOBRE PSICANÁLISE  

Brontofobia: 
Todos nós provavelmente já nos assustamos com um trovão, sobretudo pelo receio de uma tempestade que está por vir. Então, nosso instinto imediato é abrigar-se para se proteger. Mas quando este medo é intenso e ilógico, podemos estar diante da artgo de psicanálise brontofobia.

Brontofobia é um transtorno que, em geral, desenvolve-se na infância e, caso não tratado corretamente, pode se tornar uma patologia e perdurar durante a vida adulta. Assim, sofrerá de uma categoria de fobia que desencadeia diversos transtornos psicológicos neste artigo de psicanalise.

Embora chuvas e tempestades sejam fenômenos naturais, e até mesmo essenciais para a vida, quem sofre de brontofobia possui um medo involuntário e desproporcional de trovões. Em resultado, desencadeia distúrbios que precisam de tratamento. Entenda tudo sobre esta doença!

Índice de Conteúdos
Qual significado da brontofobia e a origem do nome medo de trovões?
O que é brontofobia?
Quais são os sintomas da brontofobia?
Quais são as causas do medo de trovão?
Consequências da Fobia de trovão
Qual tratamento da brontofobia?
Peça também ajuda dos familiares e amigos
Qual significado da brontofobia e a origem do nome medo de trovões?
Diversos são os nomes que as pessoas relacionam ao medo de trovões. Embora com suas especificadas, tratam de fobias relacionados a acontecimentos da natureza. Quais sejam: brontofobia, astrofobia, ceraunofobia e tonitrofobia.

No entanto, ao que tange ao artigo de psicanálise  na brontofobia, a pessoa encara, originalmente, trovões e tempestades de maneira negativa. Através de pensamentos primitivos de que podem estar sendo, de algum modo, punidos pela natureza, agindo até mesmo como se fosse um ato demoníaco.

O que é brontofobia?
Em síntese, a brontofobia é o transtorno de ansiedade referente ao medo excessivo e incontrolável de trovões. Diante deste medo de tempestades, com raios e trovões, a pessoa se descontrola emocionalmente de forma desmedida, com reações totalmente diversas do comum.


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Desse modo, quem está com esta doença tem uma fobia de ser atingido por um trovão, sentindo um pavor extremo a qualquer barulho ou sinal de uma tempestade.

Se você sente este medo intenso quando ouve um trovão, possivelmente está sofrendo de uma fobia, que pode suscitar em transtornos de ansiedade.

Quais são os sintomas da brontofobia?
Comumente, pessoas adoram tomar chuvas, e outras até se arriscam em meio a tempestade para estudar cientificamente os fenômenos da natureza. Porém, quando estes acontecimentos naturais causam pavor desproporcional na pessoa, estamos diante de uma doença psicológica.

Neste sentido, são sintomas e atitudes característicos de quem sofre de brontofobia:

fuga de locais com sinais de possível tempestade;
obsessão por previsão do tempo;
medo paralisando se há qualquer chance, ainda que mínima, de chuvas;
tremores;
suores;
falta de ar;
transtorno de ansiedade;
elevação da frequência cardíaca;
náuseas e vômitos;
pensamento de morte;
perda da consciência.
Em resultado desse transtorno psicológico, a pessoa tem sua vida social diretamente afetada. Pois, não consegue cumprir com seus compromissos cotidianos, devido ao medo paralisante a quaisquer sinais que trovões estão por vir. Como, por exemplo, não consegue trabalhar.


Quais são as causas do medo de trovão?
Sobretudo, esta fobia desenvolve-se, na maioria das vezes, durante a infância. Porém, ao longo dos anos, a maturidade traz o real entendimento que se refere a acontecimentos normais da natureza. Assim, a fobia gradualmente vai desaparecendo.

No entanto, esse medo pode acompanhar a pessoa até a vida adulta, transformando-se, então, em uma fobia. Ou seja, torna-se um transtorno psicológico que deve ser tratado com profissionais especializados na mente humana.

Leia Também: Fobia de Escuro (Nictofobia): sintomas e tratamentos
Por outro lado, a brontofobia pode ter sido desencadeada por eventos traumáticos. Como, por exemplo, inundações, perdendo sua casa ou, até mesmo, que resultado a morte de entes queridos.

Consequências da Fobia de trovão
Em resultado desse transtorno psicológico, a pessoa tem sua vida social diretamente afetada, devido ao medo inconsciente que lhe impede de agir, a qualquer sinal de trovoadas.

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Neste sentido, podemos imaginar se a pessoa more em uma localidade onde tempestades e trovões são comuns e parte da rotina dos seus habitantes. Assim, quem sofre de brontofobia terá uma vida de restrições, vivendo em constante isolamento.

Qual tratamento da brontofobia?
Se você está sofrendo com a brontofobia ou convive com alguém com sintomas, saiba que, principalmente na vida adulta, deve procurar tratamento com profissionais especializados na mente, tanto sobre seu aspecto psicológico quanto psiquiátrico.

Sobretudo, o profissional especializado na psique humana, com técnicas específicas, conseguirá as causas para se chegar ao tratamento correto. Assim, o psicanalista entenderá o funcionamento da mente, principalmente da mente inconsciente.

Ou seja, saberá sobre fatores e comportamentos determinantes para a atual fobia de trovão. Buscando, inclusive, experiências da infância, através do inconsciente. Então, descobrirá assertivamente a causa, conseguirá modificar os comportamentos então desajustados.

Contudo, vê-se que o medo de trovão, constante, irrazoável e ilógico, é uma fobia grave, que causa diversos transtornos psicológicos. Neste sentido, deve ser devidamente tratado, por medicamentos e tratamentos psicológicos.

Da maneira, em sendo diagnosticada como uma fobia, logo deverá ser classificada com problemas mentais. Como, por exemplo, transtorno de ansiedade, pânico, estresse e obsessivo-compulsivo.

Peça também ajuda dos familiares e amigos
Além disso, peça ajuda para alguém de sua confiança e elabore um plano para que não se desespere quando a tempestade estiver por vir. Atitudes como:

não ficar olhando a previsão do tempo;
quando sentir medo, conversar com alguém para se distrair,
diminua os itens de segurança excessivos;
repita uma frase aleatória para se acalmar, algo que lhe transmita paz e o deixe feliz. Como, por exemplo: “Brinco com meu filho no parque!”; “Estou passeando com meu cachorro”.
Você está passando por isso? Que tal compartilhar sua experiência conosco? Deixe seu comentário abaixo, e se restou alguma dúvida, não deixe de perguntar, teremos satisfação de esclarecer todos os pontos sobre a brontofobia. . PSICANALISTA TERAPIA ONLINE MARCOS LUCIO

FONTE . fobia ou medo de trovão
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ARTIGOS DE PSICANÁLISE

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ARTIGO DE PSICANÁLISE
Esta abordagem é de extrema relevância porque estamos vivendo tempos de dificuldade de desenvolver a empatia com os demais e a sociedade como um todo enfrenta, sozinha, a dificuldade de passar pelo processo de acolher e elaborar as dores geradas pelo luto.

Índice de Conteúdos
Entendendo sobre o luto não reconhecido
A morte no processo de luto
O luto não reconhecido e a morte
A relação com a morte e o luto não reconhecido
O Luto: sinais psíquicos e suas fases
Sintomas físicos e o luto não reconhecido
O processo de luto
Conceito de Luto Não Reconhecido
A dor do luto
Irrelevantes, insignificantes ou ilegítimas
Um trauma
A escuta como processo de cura e o luto não reconhecido
A reparação da perda
Dor emocional
A reparação
Conclusão
Referências bibliográficas
Entendendo sobre o luto não reconhecido
Na primeira parte do trabalho, será abordada a temática da morte, suas implicações, desenrolar histórico e o papel que ocupa nas vidas das pessoas até a atualidade. Na segunda parte, focaremos em detalhar o luto, o conceito de luto não reconhecido e os sintomas que ajudam a identificar essa dor dos enlutados.

Finalmente, na terceira e última parte, são expostos os benefícios da escuta no processo de luto, especialmente no luto complicado. Para atingir esses objetivos, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, com materiais de sites relacionados a luto e artigos científicos encontrados no site DominioPublico.com.br

A morte no processo de luto
Toda sociedade tem assuntos ou temas sensíveis, que causam desconforto ou até mesmo indisposição entre os que os abordam. Esses temas, chamados de tabus, são determinados pelas sociedades, através de padrões morais e convenções sociais impostas. Eles podem mudar de acordo com cada sociedade, uma vez que são determinantes culturais. Para grande parte das sociedades ocidentais, esses assuntos interditos incluem dinheiro, sexo e, naturalmente, a drogas.

Já evoluímos bastante no combate aos tabus, trazendo assuntos para debates, abordagens nas escolas com crianças e tratativas em novelas e programas de televisão. Mas um dos temas mais evitados ainda é a morte. Sempre que alguém tenta tocar nesse assunto, alguém, quase que imediatamente, desconversa, faz o sinal da cruz ou reclama que falar sobre isso traz “maus agouros”. Mas falar sobre a morte é falar sobre a vida, e por isso, ela tem um impacto tão profundo sobre nós todos. Ela nos convoca a refletir sobre nossa vida, o que fazemos com ela e sua finitude.


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O medo da morte é inerente ao ser humano. Se manifesta na infância, quando experimentamos as primeiras perdas. O que a torna tão difícil de compreender é a impossibilidade de revertê-la, impossibilidade de ter de volta aqueles que já se foram, e isso nos coloca frente a frente com nossa própria mortalidade. A morte suscita o medo do desconhecido, o medo da solidão e do rompimento de laços afetivos. E é esse medo que tem movido as civilizações a se organizar e se construir para garantir sua perenidade.

O luto não reconhecido e a morte
Vale observar que o ser humano é o único ser vivo que tem consciência da sua morte e essa consciência que gera o conflito entre vida e morte, provoca transformações no jeito de agir e suas perspectivas. Entretanto, apesar da morte ser a única certeza da vida, não somos educados ou preparados para conviver com ela. Vários estudiosos têm tentado entender os vários aspectos da morte durante os tempos.

Historicamente, a morte vem sendo tratada de formas diferentes nas sociedades, sempre em função dos papéis ocupados pelas pessoas e pelas convenções estabelecidas à época. Na antiguidade, a morte acontecia dentro dos lares. Ela era uma presença constante e os familiares participavam do adoecimento, morte, preparação do corpo e sepultamento, desempenhando papéis importantes em relação à despedida do falecido. A morte intrigava, mas era parte da vida social das pessoas.

Quando chegamos à Idade Média, houve uma disseminação muito expressiva de doenças infecciosas, o que aumentava o número de óbitos das pessoas. Também havia uma mortalidade infantil muito alta, em função da má alimentação e das cargas excessivas de trabalho junto aos adultos. Isso tornava a morte uma companheira das pessoas e, por isso, não havia grandes alardes ou comoção quando alguém morria. Já, a partir do meio do século XIX, com o advento de novos conhecimentos e procedimentos, os doentes passam a ser tratados em hospitais e clínicas, e as mortes deixam de acontecer às vistas da família.

A relação com a morte e o luto não reconhecido
Isso transformou profundamente a relação das pessoas com a morte. Houve um distanciamento entre o falecido e a família, o que amplifica dores e a sensação de impotência frente ao óbito. Até os procedimentos funerários passaram a ser realizados por equipes preparadas e isso limitou a relação das pessoas com a morte ao mínimo exigido socialmente. Ariès (2003) cita que esse distanciamento do processo da morte também tem influência na relação com os enlutados.

Há uma dificuldade em abordar o tema da perda do ente querido, uma dificuldade em lidar com as emoções do enlutado e isso leva as pessoas a evitarem esse assunto para não causarem dor ou constrangimento. Com essa falta de apoio, o enlutado, que não consegue lidar bem com a dor, passa a direcionar sua energia para o trabalho e atividades de modo a não ter que se haver com o incômodo que a perda causa.

O Luto: sinais psíquicos e suas fases
À dor causada pela perda por morte, damos nome de Luto. O luto é um conjunto de sentimentos e estados emocionais que tem início pela possibilidade de perda de vínculo de algo que se ama e se estende posteriormente à perda. É o processo emocional de lidar com a angústia e o vazio que alguma perda significativa causa. É um processo individual e por isso é muito importante entender o significado de cada relação para cada indivíduo. Mas, apesar de ser um processo individual, há um forte efeito nas relações sociais e coletivas, pois impacta a relação do homem consigo mesmo e com os outros.

O processo do enlutamento se inicia com a possibilidade (expectativa) da perda e só termina quando o indivíduo se recompõe emocionalmente e consegue voltar às atividades do mundo exterior, de forma saudável. Quanto maior o apego ao objeto perdido, maior tende a ser a dor do luto vivenciada.

Esse processo pode apresentar sintomas emocionais e físicos e precisa ser tratado de forma individualizada. A dor pode se apresentar como choro, tristeza, silêncio, raiva, dores no corpo, insônia ou falta de apetite, por exemplo. Em consulta à internet, são sete os sintomas mais comuns associados ao Luto:

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Tristeza: sintoma mais comum, manifestado através de saudade, sensação de solidão e vazio e choro constantes.
Estresse: causado por compromissos relacionados à perda, como burocracias com papeladas, advogados, inventário.
Choque: dificuldade em aceitar os acontecimentos e descrença sobre a veracidade dos fatos.
Ansiedade: pode ser causada por medo ou dificuldade em saber como se restabelecer após a perda, relacionada a questões financeiras ou até mesmo identificar possíveis doenças em si mesmo
Culpa: é muito comum pessoas que pensam que poderiam ter feito coisas diferentes que evitariam a perda ou até mesmo o sentimento de alívio pela morte de alguém que demandava muitos cuidados
Raiva: aparece quando há um ressentimento ou a culpabilização de algum fator externo, como a polícia que não zela pela segurança, políticos, Deus ou até o próprio falecido, que poderiam ter evitado o óbito.
Medo: sentimento de desamparo frente ao que será vivido com a ausência da pessoa.
Sintomas físicos e o luto não reconhecido
Com relação a sintomas físicos, os mais frequentemente identificados são palpitação, insônia, náuseas, dificuldade para alimentar-se, fadiga, imunidade baixa, doenças como alergias e gripes, infecções, dores e perda de energia e capacidade de concentração. Vale ressaltar que não existe uma regra para o aparecimento dos sintomas. Essas respostas emocionais dependem da capacidade do indivíduo de lidar com seu luto e seu momento de fragilidade.

Não existe um “mínimo esperado” e cada reação pode ser considerada normal em função do indivíduo e do meio em que ele vive. Contudo, foram identificados estágios comuns aos indivíduos que passam pelo luto. Kovács (2008) cita um estudo realizado pela psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, com pacientes terminais e seus familiares. Ela os entrevistou e identificou similaridades nas fases da aceitação da morte iminente e da superação após o óbito. A médica relaciona cinco estágios, que são:

Negação e isolamento: momento em que a pessoa recebe a notícia e precisa compreendê-la e se acostumar com ela. É um momento em que o indivíduo precisa estar amparado emocionalmente, mas enfrenta de forma individualizada.
Raiva: quando surge o ressentimento ou a revolta. A dor é projetada para fatores externos e não se encontra uma justificativa plausível para os questionamentos realizados acerca da morte.
Barganha: é a tentativa de obter cura da doença ou prolongamento da vida do doente caso faça algo ou realize alguma coisa. Normalmente é o momento de voltar-se a Deus ou figura religiosa.
Depressão: é o momento que a tristeza e o vazio tomam conta do indivíduo. É nessa fase que a intervenção profissional pode ser necessária, pois o enlutado pode desenvolver problemas mais sérios como ansiedade, pânico ou a depressão se tornar mais severa. Se não for bem cuidado, o indivíduo pode não conseguir ir para o próximo estágio.
Aceitação: após externalizar os sentimentos conflituosos, o indivíduo é capaz de entender o que está acontecendo e de inserir essa perda em sua nova realidade de vida.
O processo de luto
Normalmente, o processo de luto dura entre 2 e 3 anos, e o primeiro ano é considerado o mais crítico. Nessa fase, o enlutado passa pelas primeiras celebrações de datas comemorativas e simbólicas sem seu ente querido, como aniversários, Natal ou Réveillon.

Quando a dor do luto perdura muito mais do que esse prazo, torna-se necessário e importante a atuação de algum profissional da saúde, pois a dor prejudica a pessoa a executar suas atividades básicas. É imprescindível entender que as fases não são engessadas, ou seja, o indivíduo pode transitar por elas ou até mesmo se recuperar do luto sem necessariamente passar por alguma delas. Cada um reage de uma forma e isso deve ser levado em conta.

Conceito de Luto Não Reconhecido
Por definição, luto é o processo emocional pelo qual alguém que sofreu uma perda significativa passa. É o viver com a angústia da ausência, até que se tenha capacidade de “incluir” essa ausência na normalidade da vida. Ele conceito está relacionado, primordialmente, a perdas através da morte, porém estudiosos do assunto não resumem o sentimento a essa perda. O luto é algo muito mais complexo e abrange também as demais perdas, como emprego, cônjuge, diagnóstico de doenças, animais de estimação entre outros.

O luto por perdas além da morte não tem um espaço para ser expresso e sentido em nossa sociedade. Uma prova disso é que a dor não relacionada à morte, é chamada pela literatura de perda e não luto. Porém a reação dos enlutados se manifesta de forma semelhante, em todos os tipos de perdas, seja por morte, por separação, por antecipação de um rompimento, como no caso de diagnóstico de doenças terminais. O luto se relaciona a um direcionamento de afeto a um objeto, por isso é impossível mensurá-lo ou quantificá-lo.

Mas sabe-se que quanto maior o afeto investido, maior tende a ser a dor causada pela perda. E cada um a sente de uma forma, não sendo assim um processo linear ou organizado. Saindo do prisma da morte, podemos dizer que o luto tem seu início frente a possibilidade de uma grande mudança, que demanda uma grande adaptação por parte do indivíduo, e sendo assim, um grande consumo emocional. Mas nem sempre a dor do luto tem origem em coisas ruins.

A dor do luto
Ao se casar, uma pessoa pode sentir a dor do luto da separação dos pais, ou ao ser promovido para um cargo em outra cidade, pode sentir o luto por deixar os amigos na cidade de origem. Casellato (2015) cita que o luto se inicia por uma mudança simbólica, que exige novas formas de organização dos indivíduos. Porém, essas perdas que não envolvem a morte, não são reconhecidas como dolorosas ou legítimas de luto, pelos indivíduos e pela sociedade. Chegamos, assim, ao conceito de lutos não reconhecidos.

Chamamos de luto não reconhecido o processo de luto oriundos de perdas não relacionadas à morte, mas que afetam os indivíduos e a maneira de seguirem com suas vidas após a perda. Casellato (2005) reforça, ainda, que esses tipos de luto não são legitimados ou validados, o que pode gerar danos emocionais nos enlutados e dificultar ainda mais o processo de cura dessa dor. Quando falam dessa dor, podem ser repreendidos ou ter seu sofrimento minimizado por amigos ou familiares, o que dificulta a verbalização e a tratativa desses sentimentos.

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Assim, os indivíduos ficam mais fragilizados e suscetíveis a sobrecarga emocional. O luto não reconhecido, normalmente, é identificado em perdas cuja dor não pode ser admitida ou socialmente suportada. Reconhecer implica em validar algo como verdadeiro e nem sempre, aquele que não reconhece a dor do outro o faz por maldade. Às vezes, essa pessoa não consegue lidar com as consequências de legitimar essa dor, seja por serem ambíguas ou porque existem normas sociais que inibem essa legitimação.

Irrelevantes, insignificantes ou ilegítimas
A sociedade pode estabelecer regras ou normas que negam direito ao luto às pessoas, cujas perdas podem ser consideradas irrelevantes, insignificantes ou ilegítimas. Vale ressaltar que essas regras podem ser explícitas ou implícitas, determinadas por uma sociedade toda ou por grupos aos quais o indivíduo pertença. A partir dessas normas, o indivíduo silencia sua dor ou deixa de expressá-la de forma completa.

Como exemplos desse luto não reconhecido, temos desaparecimento de familiares, morte de pacientes de profissionais de saúde, morte ou perdas de animais de estimação, mulheres que não conseguem engravidar, pais que têm filhos com síndromes ou doenças raras, pais que têm filhos religiosos e que não poderão dar netos, diagnósticos de doenças graves ou acometimento de doenças que afetem a autonomia do paciente, como AVC.

De forma mais comum ao dia a dia, temos separação de cônjuges, que deixam de ter com quem dividir as responsabilidades ou peso das decisões, mudanças de emprego, policiais ou bombeiros que ajudam em resgates de tragédias, voluntários que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade e que não tem condições de fazer mais pelas pessoas, imigrante que precisam abandonar seus países de origem e até mesmo a perda de um amante extraconjugal. Infelizmente, falhamos na validação do luto não reconhecido até em situações simples que envolvem crianças, o que já cria um ciclo de invalidação de sentimentos definidos como “banais”.

Um trauma
Um caso é a criança que perde seu brinquedo preferido em um parque e o pai ou mãe, fala para ele deixar de besteira porque não é nada demais. Ou quando os pais se mudam de cidade e a criança fica triste pela mudança de escola e a perda de seus amiguinhos mais queridos. Raramente acolhemos ou avaliamos essa dor, incentivando a criança a falar como se sente frente a isso. E quando adultos, somos ainda mais duros, pois já estamos mais inclinados a seguir normas sociais.

Um exemplo é um policial que passa por algum trauma em uma operação e ao comentar sobre sua dor, ouve das pessoas que ele não deveria se sentir assim porque “ele sabia que seria difícil”. Ou uma pessoa que não consegue trabalhar em sua área de formação e escuta que deve ficar feliz por ter um emprego, seja ele qual for. Não reconhecer essas dores, vai além da falta de empatia. É um comportamento destrutivo que julga, despreza e desaprova o sentimento do outro, desincentivando a vivência desse percurso como algo que pode fazer o indivíduo mais forte.

Quando temos uma dor não reconhecida, temos uma falha no caráter humano da sociedade. Fracassamos quando não oferecemos suporte aos enlutados, para que possam compreender e acolher sua dor como legítima. Isso só torna o indivíduo ainda mais solitário no meio de tantas outras pessoas, pois passa pelo sofrimento calado e sozinho, muitas vezes, sem nem mesmo validar sua própria dor. O luto não reconhecido é um acontecimento social que nos desafia a legitimar o sofrimento humano, independente de quem o sente e de como, quando e de que forma o manifesta.

A escuta como processo de cura e o luto não reconhecido
O luto, após todas as definições trazidas neste artigo, pode ser traduzido como a perda de uma perspectiva de vida, uma perda da construção da vida considerada ideal dentro das possibilidades. Esse processo de dor é natural e saudável, quando ele tem um começo, meio e fim. Não há regras como tempo de duração, sentimentos que aparecem ou comportamentos ditos normais.

É preciso individualizar esse caminho para que a pessoa seja acolhida em sua angústia e consiga reconstruir sua vida, comportando a ausência deixada, sem impedir essa pessoa de seguir em frente. Para isso é necessário “elaborar o luto”. Elaborar o luto pode ser traduzido em tornar-se capaz de lidar com a ausência e transformar a dor em algo de crescimento. Entender a perda, aceitá-la, acolher a dor que era gerou, e conseguir colocar essa ausência em um lugar de participação na vida nova a ser construída.

Porém, há pessoas que não conseguem percorrer esse caminho da superação. Ela se mantém presa, de certa forma, à dor que a perda causou, sem conseguir lidar com ela. Para esses casos, damos o nome de Luto Complicado e ele exige um acompanhamento profissional. O que o caracteriza é a incapacidade da pessoa se “desligar” da perda, associando o que acontece a ela com essa perda, ficando presa aos sentimentos de culpa, raiva ou medo.

A reparação da perda
Frequentemente, o luto complicado, acontece com pessoas que experienciam perdas repentinas, abruptas ou em tragédias. Quando o enlutado não tem um preparo prévio para aquela perda ou que a perda acontece quando não é esperada ou sobre a qual não existe nenhuma expectativa. Existem algumas características que podem ajudar a identificar um luto complicado e diferenciá-lo do luto normal.

São características do luto complicado, além do longo prazo de duração do luto, sensação de vazio na vida, saudade muito intensa, raiva ou negação sobre o que aconteceu, amargura e desencanto com a vida, evitar tocar em algo que lembre a perda ou uma obsessão em reviver coisas que tragam lembranças do objeto perdido. Para saber qual efeito o luto pode ter sobre um indivíduo, é necessário compreender sobre sua constituição e seu papel dentro de sua realidade.

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A relação com o objeto da perda, se há amparo familiar, idade do enlutado, histórico de perdas anteriores, natureza da perda, insumos para reparação da perda, contexto social e vulnerabilidades emocionais. Apesar de não poder ser quantificada, ou medida, a dor do luto precisa ser trabalhada, especialmente em casos de lutos complicados. O indivíduo deve poder se reconstruir e não ter essa dor atrapalhando o andamento de sua vida.

Dor emocional
Para casos graves, pode ser necessária medicação, mas mesmo nessas situações, é inegável o poder que existe em falar sobre o assunto e ser acolhido em suas demandas e sofrimento. Entender uma dor emocional deveria ser simples como entender uma dor física. Se estamos com dor de cabeça, identificamos sinais como olho inchado, rosto avermelhado, mão na testa ou nuca, enjoo, mas também temos sinais como dificuldade de concentração, incômodo com sons altos ou com cheiros fortes.

Mas principalmente, o indivíduo é capaz de reconhecer que tem dor e a sinaliza para seu interlocutor. Mas porque não temos a mesma capacidade de acolher quem tem dor emocional? Ela apresenta sintomas emocionais e físicos, tenta verbalizar, mas nossa dificuldade em lidar com a perda, nos impede de acolher a dor do outro. A perda não deixa de ser um fator de estresse para o organismo e ele vai se comportar de forma a minimizar os dados desse estresse.

Nesse momento se faz imprescindível a ajuda de um profissional para poder conduzir essa superação da dor. Alguém que esteja isento de carga emocional, que não tenha participado ou seja pessoalmente afetado por essa perda, que possa ouvir os sentimentos do outro sem julgá-lo ou questionar a validade deles. Esse profissional é capaz de ajudar a organizar os sentimentos e pensamentos, trazer clareza nas ideias, buscar identificar questões emocionais que impedem de ver alternativas e ajudar a pessoa a se readaptar à nova realidade. Para que isso aconteça, é essencial expressar e trazer à tona pensamentos e sentimentos, de forma livre e sem julgamentos.

A reparação
Dessa forma, o indivíduo pode encontrar caminhos e possibilidades para se reerguer. Moura (2006) cita um modelo proposto por Strobe & Schut, que alterna conversas orientadas para a perda e conversas orientadas para a reparação. Esse modelo é composto por sete passos:

Narrativa: direcionar a conversa para que o enlutado conte os fatos. É uma maneira de fazê-lo processar a perda.
Expressão: incentivar a expressão dos sentimentos ou emoções relacionadas à perda
Reparação: orientar a falar de possibilidades de reconstruir a relação que tinha com o objeto perdido
Informação: entender qual o nível de ciência que o enlutado tem de seu processo de luto e trazer informações novas para ele.
Memorialização: incentivar o resgate de memórias e criar homenagens simbólicas para o objeto.
Reconstrução: ajudar a reorganizar a construção de futuro e sua posição atual após a perda.
Autoanálise: dar espaço para que o enlutado se perceba dentro da realidade e possa lidar com a dor de forma mais real e individualizada.
Sob esse espectro, a escuta profissional que seja ativa e com empatia dá ferramentas para que o enlutado possa passar pelo processo da perda da forma mais adaptada a sua possibilidade e realidade. Não é objetivo da escuta fazer a dor passar, simplesmente, para liquidar com sintomas, mas sim, trilhar com o enlutado um caminho de reconstrução e enfrentamento.

Conclusão
A morte é uma sombra que paira sobre todas as pessoas da humanidade. E apesar de ser a única certeza da vida, ela ainda é encarada com temor e inseguranças. Essas inseguranças e medos é que fazem as pessoas encararem as próprias vidas como algo raro e único. E é justamente pela percepção da iminência da morte, que os seres humanos, buscam “combatê-la” ou adiá-la o máximo possível, para que possam se sentir confortados pela perenidade de sua vida.

É essa busca pela perenidade que moveu civilizações e povo, para a compreensão e aceitação da morte e dos sentimentos relativos a ela. Junto da morte vem o luto, um processo emocional de abrir espaço para novas realidades que se apresentam e encontrar lugar para uma ausência que se instala. Esse luto gera dores, angústias, ansiedade e também sintomas físicos, que buscam externalizar a dificuldade do indivíduo em lidar com a perda e suas consequências.

Ainda mais difícil é o processo daqueles que se enlutam com perdas que não são validadas ou legitimadas pela sociedade em que vivem, tornando o processo de superação da dor ainda mais solitário e complicado. Para os casos mais complicados, torna-se essencial o apoio de um profissional que possa amparar o enlutado em suas dores e conduzir, com isenção de sentimentos, o enlutado nesse percurso de processar a perda, acolher suas emoções e reconstruir a vida, que continua.

A escuta ativa

Nesse contexto, surge a necessidade da escuta ativa, imparcial e sem julgamentos, que permite ao enlutado digerir tudo que está acontecendo e reorganizar ideias e sentimentos de modo a encontrar seu novo lugar no mundo após essa perda tão significativa. Talvez esse tema da morte e do luto nunca tenha sido tão exposto e tratado por profissionais, especialmente em tempos de pandemia e de tanta violência.

Mas vale resgatar a humanidade desse profissional que passa a ter o papel de apoio para ajudar o indivíduo a se reerguer e se estabelecer. A escuta deve ser ativa, isenta, porém empática, dando subsídios para que as pessoas consigam atravessar os momentos de dores, ansiedade e medos, sabendo que não estão sozinhas.

Referências bibliográficas
 estudos sobre a morte e o morrer, 2008. Moura, Cristina M. Uma avaliação da vivência do luto conforme o modo da morte, 2006. https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/sintomas-doencas-tratamentos/luto/ Acesso em maio, 2022. https://blog.vetoreditora.com.br/o-luto-e-a-ressignificacao-de-perdas/ Acesso em abril, 2022. https://zenklub.com.br/blog/saude-bem-estar/luto/ Acesso em maio, 2022.

Ablutofobia: entenda o medo de tomar banho?

História de Freud: do início até criar a Psicanálise

Divórcio dos pais na infância: efeitos na vida adulta

O que é vício? Conceito e exemplos?

O que é vício? Conceito e exemplos?

PSICANALISTA TERAPIA ONLINE MARCOS LUCIO

O paciente fala deitado no divã e o analista só escuta, sentado numa poltrona confortável. Clichê no cinema, a cena nem sempre é exatamente essa nos consultórios. Aqui, toda a verdade sobre o folclore que envolve essa relação tão delicada

Todas as terapias têm a mesma meta: lidar com a angústia e com o sofrimento, ajudando o paciente a ser mais feliz e a encontrar um sentido para a vida. Mas cada modalidade busca esses objetivos à sua maneira — em alguns casos, a pessoa vai dramatizar e reviver situações pelas quais passou; em outros, vai tentar desatar nós desbloqueando tensões físicas.
Na psicanálise, a fala é o fio condutor de um processo de autoconhecimento. Tudo começou com Freud, no início do século passado: ao receber pacientes que já tinham consultado todos os médicos de Viena, sem sucesso, Freud percebeu que o ato de falar, sendo ouvido por alguém, era terapêutico. Mais do que isso, esse discurso podia trazer à tona conflitos que estavam em outro lugar, além da mente racional —a esse lugar, ele deu o nome de inconsciente. “Uma parte da mente à qual não temos acesso, mas que é capaz de produzir efeitos, como neuroses, angústias e sintomas físicos”, explica o psicanalista Marcos Lucio
A seguir, três especialistas falam sobre os mitos que cercam o assunto, mostrando que muito do que se diz sobre a psicanálise é um exagero.

1. O psicanalista nunca fala durante a sessão
“Eu  escuto falo só não opino  pois quem da opinião [e amigo e não um profissional sa saúde mental , aprendo e também me divirto com meus pacientes”, diz a psicanalista Marcos Lucio terapia online ,   a forma da  neutralidade  a qual eu psicanalista Marcos Lucio terapia online adoto.”
Na prática, existem psicanalistas que mantêm uma atitude mais sisuda. “É uma questão de estilo pessoal. Tem que seja mais reservado e há os que são expansivos. Mas isso não é uma regra da terapia”, diz o psicanalista gaúcho David E. Zimerman.

2. Para ter resultado, é preciso fazer terapia durante muitos anos
Na época de Freud, os tratamentos terminavam em meses. Mas, ao longo das décadas, a psicanálise se desenvolveu como um processo que dura anos. Hoje a prática não corresponde a nenhuma das duas alternativas. “A psicanálise não pode ser definida como um tratamento breve, porque exige um tempo de elaboração, e esse tempo varia de pessoa para pessoa”, diz a psicanalista marcos lucio,  o usual é começar com duas sessões semanais, que podem se reduzir a uma, e o tratamento dura, em média, de 2 a cinco anos SEGUNDO O PSICANALISTA TERAPIA  ONLINE MARCOS LUCIO, o tratamento pode parecer longo para quem busca resultados imediatos contra a tristeza, o medo, a ansiedade. “Mas crescer não é um processo instantâneo. E, além disso, cada paciente tem sua história e seu ritmo”

3. A análise é um tratamento caro
A idéia de um tratamento elitizado, que só acontece entre quatro paredes e com um paciente pagando por infinitas sessões, já não corresponde à realidade. “A psicanálise está nas creches, nos postos de saúde e nas instituições de saúde mental E NA INTERNET COM CONSULATA DE TERAPIA ONLINE DIZ O O PSICANSLISTS TERAPIA ONLINE MARCOS LUCIO”,  O PSICANSLISTS TERAPIA ONLINE MARCOS LUCIO  “Além disso, é normal analista e paciente conversarem e negociar a questão do
dinheiro”, diz O PSICANSLISTS TERAPIA ONLINE MARCOS LUCIO

4. O paciente fala o tempo todo do passado, da mãe e do pai
É importante trazer do passado as situações que continuam a perturbar ou a se repetir no presente, mas isso não significa que a análise vá girar em torno disso.“O único passado que interessa é o que não foi suficientemente elaborado, isto é, entendido e aceito. Por isso, continua incomodando o paciente”, explica Mania.
Segundo Zimerman, o assunto de cada sessão fica a critério do paciente —é comum que a pessoa fale sobre situações cotidianas, ligadas ao trabalho ou à família. Mas, através desses temas que fluem espontaneamente, muitas vezes é possível fazer uma conexão com situações similares que já aconteceram. “Essas associações trazem compreensão. É o que tecnicamente chamamos de “insight”. Nesse momento, o paciente se dá conta de que está agindo de determinada maneira porque tende a reagir da mesma forma. São jeitos de se comportar ligados a traumas ou relacionamentos antigos”, explica o psicanalista.

Como saber se está funcionando?
Ao longo do tempo , o paciente tem condições de saber se a terapia está surtindo efeito. Segundo os especialistas, é normal sentir um certo incômodo em alguns momentos e resistir às colocações do analista. Mas, se esses sentimentos persistem, é bom refletir sobre o que está acontecendo. “Quando não há empatia entre o paciente e o analista, por exemplo, o tratamento não evolui”, explica O PSICANSLISTS TERAPIA ONLINE MARCOS LUCIO
Na prática, dá para se auto-avaliar a partir de situações cotidianas: o paciente que não falava em público de jeito nenhum pode comemorar como um grande passo o fato de enfrentar cinco minutos de exposição durante uma reunião de trabalho.
5. Tudo o que a pessoa faz tem a ver com sexo
Segundo David Zimerman, essa falsa crença tem origem no próprio Freud, que relacionava todas as angústias e sintomas a algum problema sexual. “Hoje essa visão se justifica só em certos casos. Na maioria das vezes, há outros aspectos a considerar e que são mais importantes do que as questões ligadas ao sexo”, explica o psicanalista. A questão é que, para Freud, o conceito de sexualidade ia muito além do ato sexual genital, incluindo várias outras manifestações prazerosas. “Nesse contexto, o sexo não deve ser entendido como relacionamento homem-mulher, mas como todas as experimentações ligadas ao prazer”, explica Dulce Barros.

6. Muitos pacientes se apaixonam pelo psicanalista
“Pode acontecer. Mas essa “paixão” tem muitos coloridos, não só o do desejo sexual. Pode ser uma transferência da imagem da mãe, da amante, da competidora... Importante é que isso seja analisado como qualquer outra fantasia”, explica Mania. Para Dulce, muitas vezes esse jogo de sedução esconde apenas uma outra forma de resistência. “O paciente imagina que, se encantar o médico, vai ser menos censurado.” Nessa situação, o papel do psicanalista é decisivo. “Ele vai, sim, lidar com os sentimentos do paciente, mas não pode ficar envolvido com ele”, explica Zimerman.

7. O paciente não pode saber nada sobre o seu psicanalista
Freud atendia em sua própria casa, sob o mesmo teto em que moravam os oito filhos, a mulher e a cunhada. Portanto, a idéia de total neutralidade do profissional não tem nada a ver com ele, mas com a interpretação que seus seguidores fizeram de sua teoria. “Acredito que é preciso estabelecer limites, mas existem formas de olhar para isso. Cabe ao analista definir até que ponto a curiosidade do paciente é normal e a partir de que momento isso se transforma em mais um problema a ser trabalhado”, explica Zimerman.
Em uma relação tão íntima, muitas vezes o paciente passa a ver seu analista como um amigo, com quem gostaria de, por exemplo, poder sair para tomar um café. “Mas é importante preservar a cumplicidade que se conquistou dentro do consultório. Por isso, a relação não deve mudar de formato”, explica Mania.
Segundo ela, não há hierarquia, mas o relacionamento não é de igual para igual. “Um fala e o outro escuta, as posições que as pessoas ocupam são diferentes. Essa não é uma relação entre amigos”, conclui Mania.

8. É obrigatório deitar no divã
O que define a análise não é o divã, mas a escuta do analista.
Todos concordam, porém, que o divã pode facilitar. “Freud atendia até 15 pessoas por dia. Não é fácil ficar submetido ao olhar do outro durante tanto tempo, tentando, ao mesmo tempo, captar o que aquela pessoa está dizendo”, Apesar disso, os pacientes ficam à vontade para ocupar o espaço que desejam em seu consultório. Para o psicanalista David Zimerman, a pessoa fica livre para decidir. “Mas considero uma conquista do paciente quando ele decide fazer análise deitado. Isso apenas demonstra que ele sente confiança e não tem necessidade de tentar controlar seu analista”. Isso também não é obrigatório para a psicanalista Dulce Barros, mas ela admite que a terapia flui mais tranqüilamente com o paciente deitado. “Quem usa o divã geralmente está relaxado e menos defensivo.”

9. O psicanalista interpreta os sonhos
O sonho é um dos caminhos de acesso ao inconsciente e auxilia o trabalho de análise. “Mas é o paciente que traz associações relacionadas ao sonho”,  O analista ajuda e estimula a pessoa a fazer as suas próprias interpretações. “Não se trata de um oráculo, alguém que está dizendo algo que o outro não sabe... Na prática, o analista só junta aquilo que o paciente está próximo de descobrir por si mesmo”
10. É muito fácil enganar o analista
Mesmo que o paciente minta, o analista tem como conduzir bem o tratamento. Na prática, isso não chega a ser importante, já que o analista não está preocupado com a veracidade dos fatos, mas com a forma como a pessoa conta suas verdades e também suas mentiras. “Mesmo que seja falsa, a história sempre vai ter a estrutura e o jeito de ser daquela pessoa. E isso é revelador”, diz Mania.
Para Zimerman, também é importante que o analista assinale, em algum momento, que o paciente está mentindo para si mesmo em primeiro lugar.

(Extraído do livro “Psicanálise em Perguntas e Respostas – Verdades, Mitos e Tabus”, de David E. Zimerman, 


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Para Jacques Lacan, a demanda de cura vem da voz de um sofredor. Nesse sentido, a voz do analisando é central para determinar se um tratamento está caminhando para cura/melhora ou para piora.

O desejo é muitas vezes disforme. Uma maneira de entender o desejo de alguém é quando esta pessoa consegue reduzir o seu desejo a uma demanda. Por exemplo, “eu quero X”.

Cabe ao analista recolher essas demandas trazidas pelo analisando. E, no processo, elaborar essas demandas, com o objetivo que o analisando encontre-se consigo. Encontrar-se consigo seria, em resumo, encontrar-se com seu desejo: reconhecer os desejos que lhe causem satisfação (ou menos tensão) e afirmá-los.

Então, para Lacan, a cura em psicanálise é uma melhora que passa também por um fortalecimento do ego, que pode ser expresso principalmente por dois termos lacanianos:

Travessia da fantasia: percurso sobre a significância e autodefinição do próprio ser, com o sujeito sendo capaz de se afirmar como ser desejante (“eu sou…”).
Destituição subjetiva: no setting analítico, significa que o analisando vai “destronar” (retirar do trono) o lugar do sujeito suposto-saber do analista; este lugar em que, de início, o analisando colocou o analista para o bem da análise e para a formação dos laços transferenciais.
De forma similar à destituição subjetiva, a cura ou melhora passará com um movimento do analisando em destituir o sujeito suposto-saber fora do setting (fora da terapia). Isso implica deixar de reverenciar todos os outros Grandes Outros e o desejo dos outros, colocando no lugar o desejo do próprio analisando.

Em síntese, o que é cura para a psicanálise?
A Psicanálise é uma teoria sobre as consequências do desejo em nós:

os desejos que realizamos e
os desejos que não realizamos.
O desejo é central no processo identitário de um sujeito. E, assim, o será também como medida para o bem-estar do sujeito. Será, por isso, um fator central trabalhado em terapia.

Afinal, a complexidade do desejo implica que o sujeito pode:

não saber o que deseja,
ter desejos ambivalentes ou
desejar os desejos dos outros.
Uma citação (em escrita livre) atribuída ao grego Hipócrates: “mais importante conhecer a pessoa do doente do que conhecer que doença a pessoa tem“. A psicanálise seguirá também esta ideia, no sentido de identificar que um sintoma terá uma causa relacionada à constituição psíquica e à personalidade do analisando.

O desejo do analisando em saber mais sobre si o “habilita” a ser um analisando em psicanálise. Este sujeito desconfia de que não entende tudo sobre o que lhe causa a dor. E identifica que precisa de um olhar de fora.

Freud coloca o narcisismo não só como um distúrbio psicológico, mas também como uma fase do desenvolvimento humano. “A sua ideia base é a de que o narcisismo (narcisismo primário) é uma forma de sexualidade infantil necessária ao desenvolvimento, situada entre o autoerotismo e o amor objetal, em que o Eu se torna objeto de investimento libidinal” (Macedo, 2005). À fase de autoerotismo é somada uma imagem unificada do Eu que ainda é uma mera diferenciação do não-Eu, isto é, compreensão do interno e externo e de que se é um Eu separado do Outro. Mobirise helps you cut down development time by providing you with a flexible website editor with a drag and drop interface. Mobirise Website BuilderPsicoterapia Breve Playlist e video aula psicoterapia breve Psicanalítica Marcos Lucio Nesse vídeo de hoje, eu vou conversar com você sobre a utilização da Psicoterapia Breve , como recurso terapêutico em hospital, terapia breve em grupo casal etc..
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A psicanálise trabalha a partir do incosciente e está interessada nas singularidades. A ideia do método é amplificar a potencialidade de vida do analisando, ajudá-lo a entender a sua responsabilidade na maneira como vive, trabalha, sofre, ama. O psicanalista parte dos recursos do analisando, dos seus desejos, de suas dores. Se você deseja iniciar uma carreira de psicanalista de sucesso, expandir suas habilidades existentes ou deseja aprender as técnicas poderosas para ajudar a si mesmo e outras pessoas… Assista nossos videos de psicanálise, psicoterapia breve, interpretação de sonhos, sexologia e sexualidade em psicanalise, curso de psicanálise gratis, prof. Marcos Lucio.

Já a psicologia estuda o comportamento coletivo e trabalha para aproximar a experiência do paciente em direção a este comportamento.

A psiquiatria é a única das três especialidades que pode usar dos recursos médicos farmacológicos. As especialidades trabalham muitas vezes em conjunto e para alguns casos é importante que isso aconteça.
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QUAL É A DIFERENÇA ENTRE PSICANÁLISE, PSICOLOGIA E PSIQUIATRIA?
A psicanálise trabalha a partir do incosciente e está interessada nas singularidades. A ideia do método é amplificar a potencialidade de vida do analisando, ajudá-lo a entender a sua responsabilidade na maneira como vive, trabalha, sofre, ama. O psicanalista parte dos recursos do analisando, dos seus desejos, de suas dores.

Já a psicologia estuda o comportamento coletivo e trabalha para aproximar a experiência do paciente em direção a este comportamento.

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Desde seus primórdios, por meio de Sigmund Freud, a Psicanálise mantém a mesma aposta: analisar o que o inconsciente “tenta dizer” por meio de suas expressões, como os sonhos e os sintomas.

Freud, um ícone da Psicologia, deixou à humanidade enorme herança intelectual, haja vista seus posicionamentos, especulações, pontuações, teorias e trabalhos. Em vista da interdisciplinaridade entre as ciências, o teórico se utilizou de todas elas para tentar compreender as pessoas em uma lógica diferente PSICANÁLISE VIDEOS , mas que era baseada nos saberes vigentes da época em que viveu.

Jacques Lacan PSICANÁLISE VIDEOS , pós-freudiano, concorda com essa leitura e diz que todo psicanalista precisa estar à altura de sua época.  Psicanálise: Teoria, Clínica e Articulações foi criado para responder à demanda dos atuais psicanalistas de se adequarem à época que ocupam.

 são ensinadas questões importantes sobre a Psicanálise, como sua história, principais conceitos, fundamentos teóricos e a ética na clínica psicanalítica PSICANÁLISE VIDEOS .

Também será abordada a interdisciplinaridade entre psicanálise e outros campos do conhecimento. Esse diálogo visa permitir que os pós-graduandos adquiram as ferramentas necessárias para cumprirem seu papel em um mundo cada vez mais conectado e dinâmico PSICANÁLISE VIDEOS .Você tem medo de quê? Andar de avião, dirigir no trânsito, tem medo de gente? Pois existe uma psicoterapia exclusiva para resolver essas questões. É a terapia breve. Ao contrário da terapia convencional, a breve tem um prazo determinado para terminar.Psicoterapia Breve Playlist e video aula psicoterapia breve Psicanalítica Marcos Lucio Nesse vídeo de hoje, eu vou conversar com você sobre a utilização da Psicoterapia Breve , como recurso terapêutico em hospital, terapia breve em grupo casal etc..
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